Quando falamos em programa de diversidade, muitos profissionais de RH e empresários fazem uma ideia errada do termo. Para alguns, trata-se apenas do cumprimento de uma lei, que obriga as empresas a contratar uma cota de pessoas portadoras de necessidades especiais, como os PCDs.

Porém, o programa de diversidade vai muito além disso. A ideia é que a companhia não faça nenhum tipo de distinção de gênero, orientação sexual, raça, religião, etnia, entre outros pontos.

Todos devem ter as mesmas chances e oportunidades, para que a empresa possa se desenvolver de forma saudável, com diversos conhecimentos sendo cobrados. As diferentes culturas e formas de pensamento contribuem para melhorias em todos os sentidos.

A seguir, apresentaremos 5 dicas para que você possa criar um programa de diversidade efetivo em sua empresa. Confira, na sequência!

1. Revise a cultura organizacional do negócio

Teóricos como Pierre Bourdieu e José Clemente Pozenato tratam a cultura como algo cíclico. Segundo esses autores, os processos culturais não são estáticos — eles evoluem com o passar do tempo e conforme a sociedade avança.

É por isso que, para que um programa de diversidade ocorra de forma efetiva, a cultura organizacional deve ser revista. Vale lembrar que não estamos falando apenas da missão, da visão e dos valores que estão escritos em um quadro pendurado na parede ou no site da empresa.

A cultura organizacional é algo muito mais profundo e que está enraizado nas rotinas da empresa. De nada adianta dizer que é inclusiva com pessoas que têm deficiência, se os PCDs não têm chances de concorrer a um cargo de liderança, por exemplo.

Também não pode dizer que apoia a diversidade de gênero e é contra o machismo, se nenhuma mulher ou homossexual ocupar um cargo de liderança, por exemplo. Valem muito mais as ações que são colocadas em prática do que um discurso bonito colocado no papel. 

É a partir disso que se desenvolve um programa de diversidade eficiente e que realmente trará resultados positivos para a organização e seus colaboradores.

2. Desenvolva políticas de RH inclusivas

Ao criar um programa de diversidade, é preciso que as políticas de RH sejam inclusivas. Uma delas, como explicamos, é garantir que todos tenham as mesmas oportunidades na empresa.

Também é importante que sejam desenvolvidas ações que estimulem o respeito às crenças e às identidades de cada indivíduo. Todos devem ter o direito de ser quem eles quiserem, e os demais têm o dever de respeitar os colegas — mesmo que pensamentos ou outras características divirjam. 

As pessoas precisam compreender que, para a empresa, todos são iguais e têm as mesmas oportunidades. Não se deve criar um pensamento de que existem favoritismos. Por meio de programas de comunicação interna, como palestras e produção de conteúdo para os funcionários, o RH e a área de endomarketing podem ajudar para que isso seja consolidado.

3. Capacite as lideranças

Retomando as ideias sobre cultura e trazendo, mais uma vez, o pensamento dos estudiosos anteriormente citados, cabe ressaltar que a cultura é algo que se dissemina de cima para baixo. Isso quer dizer que os valores culturais são passados pelo exemplo.

Por exemplo: se um pai diz para um filho que é errado fumar, mas a criança vir o pai fumando, valerá para ela a sua ação, e não o discurso. O mesmo se aplica aos ambientes organizacionais.

Para que a diversidade seja valorizada nas empresas, os líderes precisam dar o exemplo. Se um gerente de equipe fizer comentários homofóbicos para um funcionário gay, por exemplo, os demais colegas se sentirão no direito de fazer o mesmo. Cria-se, assim, uma cultura que vai totalmente contra o que a companhia deseja.

É por isso que, ao desenvolver um programa de diversidade, o primeiro passo a ser dado é fazer uma capacitação das lideranças. Os gerentes de equipe devem ser orientados sobre como agir e como promover o respeito a todos dentro da empresa.

Palestras e materiais exclusivos para essa segmentação do público interno devem ser pensadas. Os líderes precisam entender a cultura da empresa e compreender que eles são os principais agentes de promoção. É preciso saber liderar mais pelo exemplo do que pela palavra. Tais estratégias devem ter esse foco.

4. Altere os processos seletivos para práticas mais inclusivas

As políticas de diversidade não devem ocorrer apenas entre as pessoas que já estão trabalhando na empresa, mas também, com aquelas que desejam fazer parte dos times. Por isso, o RH precisa desenvolver processos seletivos com práticas mais inclusivas.

Um exemplo disso pode ser fazer a contratação de PCD’s. Em dinâmicas de grupo, é necessário que sejam propostas atividades que todos possam exercer.

O mesmo vale para testes escritos ou de lógica, que devem respeitar as limitações cognitivas de cada indivíduo. Uma pessoa com dislexia, por exemplo, não vai ter a mesma agilidade para resolver uma questão — isso deve ser respeitado.

5. Tenha uma comunicação transparente

As empresas que promovem a diversidade também precisam ter uma comunicação efetiva e transparente. Tudo deve ser feito às claras, como processos seletivos e políticas de cargos e salários.

O objetivo da comunicação e dos processos transparentes é garantir que todos entendam que não existe favoritismo ou qualquer tipo de discriminação na empresa. Se tudo for claro para todos, não se criam burburinhos ou fofocas na chamada “rádio-corredor”.

Se abrir uma vaga para um cargo de liderança e for feito um recrutamento interno, por exemplo, deve-se dar um feedback a todos que demonstraram interesse. Diga aos colaboradores quais foram os motivos de tal pessoa ter sido a escolhida e deixe claro o que é preciso para que eles tenham mais sucesso em outras oportunidades.

Para finalizar, é importante que você entenda que, além de estabelecer um programa de diversidade, é preciso estabelecer estratégias para que isso seja valorizado pelos colaboradores. Busque sempre incluir a todos em eventos e atividades de integração.

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