A diversidade nas empresas é um tema cada vez mais debatido. Além de ser uma necessidade, promover a inclusão no mundo corporativo propõe melhorias no clima organizacional e contribui para a imagem da empresa. Uma vez que adere a essas questões, faz sua parte perante a sociedade. E o recrutamento às cegas é um importante elemento para atingir esse objetivo.

O modelo permite que os candidatos sejam selecionados apenas por suas habilidades técnicas e pessoais. As etapas do processo seletivo devem ocorrer sem que recrutador e candidato se cruzem, para que nada seja capaz de exercer qualquer tipo de influência na contratação. Uma das maneiras mais eficientes de se chegar a esse objetivo é por meio do recrutamento digital.

Aderir à estratégia pode trazer vários benefícios para o negócio. Que tal conhecer 6 deles? Continue a leitura e fique por dentro do assunto!

1. Employer branding

Employer branding é um termo em inglês que faz referência à imagem que uma empresa passa ao mercado na posição de contratante. Quer um exemplo? Você já deve ter ouvido falar no tratamento que a Google dá aos colaboradores. A gigante da internet é o sonho do emprego ideal de muitos profissionais. Isso acontece porque eles investem pesado no employer branding e pode ocorrer com a sua empresa também.

Um dos canais de comunicação e divulgação de um negócio é o quadro de colaboradores que faz parte dele. Quando o capital humano da empresa está feliz e satisfeito com o empregador, a tendência é de que replique a experiência positiva junto a amigos, familiares e até mesmo nas redes sociais, fazendo com que a marca fique bem falada no mercado.

Sendo assim, aderir ao conceito de diversidade nas contratações por meio do recrutamento às cegas expõe que a organização não discrimina ninguém, valoriza seus colaboradores pelo talento e propõe um ambiente de trabalho agradável e acolhedor a todos. Tudo isso contribui para a construção de uma imagem positiva perante a sociedade.

2. Produtividade

Como o recrutamento às cegas parte do princípio de que somente competências técnicas e pessoais serão analisadas, a tendência é ter uma equipe muito mais produtiva.

Um nítido exemplo disso são os anúncios que ainda solicitam determinado gênero para preencher uma vaga. Não é incomum em cargos como o de recepção que a exigência seja sexo feminino, por exemplo. Nisso, a empresa pode perder a chance de contratar um profissional mais adequado ao seu segmento de atuação, apenas por fazer essa distinção.

A produtividade não está relacionada somente à vontade que o indivíduo tem de trabalhar. Ela também é intimamente ligada às habilidades do profissional. Por isso, ao focar esses quesitos, a tendência é de ter sucesso nas contratações.

3. Redução de custos

A redução de custos é uma necessidade constante do mundo corporativo. Visando ao aumento da lucratividade, os gestores estão sempre em busca de ferramentas que otimizem o trabalho ao mesmo tempo em que demandam menos recursos. Uma das pontas para se chegar a esse objetivo está no gerenciamento do capital humano.

A contratação de um colaborador não envolve apenas o salário a ser pago e os encargos tributários. Processos seletivos demandam tempo e dinheiro, o tempo de adaptação também tem custos — mesmo que ele não seja de fato treinado — e, caso não esteja devidamente alinhado aos objetivos da organização, a empresa deve arcar com as despesas relacionadas à demissão.

Tudo isso pode ser evitado quando o RH acerta na escolha do candidato. No recrutamento às cegas, por considerar os aspectos técnicos e fit cultural, a chance de isso acontecer logo de primeira é muito maior.

4. Imparcialidade

Um dos princípios da diversidade e inclusão no ambiente corporativo está relacionado à imparcialidade dos processos seletivos. Os motivos são óbvios: se não há distinção de cor, gênero, sexo e outros aspectos que nos diferenciam como humanos integrantes de uma sociedade, os processos seletivos devem ser imparciais. Mais do que isso, os candidatos devem sentir que isso realmente acontece.

Se um recrutamento inicia logo com dinâmicas e entrevistas presenciais já nas primeiras fases, fica difícil acreditar que a empresa é, de fato, imparcial. O recrutamento às cegas surge, então, como um importante instrumento para atingir a esse objetivo.

5. Clima organizacional

O clima organizacional diz respeito à satisfação dos colaboradores em relação à cultura da empresa. Por isso, quando uma empresa opta por aderir à inclusão e diversidade, é necessário que ela crie uma cultura que seja favorável a isso.

De nada adianta orquestrar a contratação de indivíduos diferentes entre si, de maneira mecânica e artificial. É preciso despertar nas equipes a consciência de que não há diferenças entre os profissionais, que vão além da sua capacidade de produção, experiência, conhecimento técnico e habilidades pessoais.

Há um conjunto de medidas que devem ser adotadas para que isso seja possível, e o recrutamento é uma delas. Tudo começa pela contratação. Quando um clima organizacional positivo é construído, o resultado são os benefícios conhecidos acima: mais produtividade, melhoria do employer branding e redução de custos.

6. Inovação

Ao ser selecionado para uma entrevista de emprego, o candidato costuma seguir um protocolo de comportamento e vestimentas, que pode permanecer durante sua contratação caso seja escolhido. Mas, em um cenário tão competitivo, empresas que consideram a inovação em seu processo de tomadas de decisões tendem a sair à frente da concorrência.

Nesse sentido, promover o choque de culturas dentro da organização pode resultar em ideias surpreendentes. Ao permitir que os colaboradores sejam livres para ser quem realmente são, os resultados podem ser surpreendentes. Isso também impacta diretamente o atendimento ao público, uma vez que uma variedade maior de perfis vai se sentir à vontade em consumir produtos e serviços da empresa.

Ficou surpreso com as informações expostas neste material? O recrutamento às cegas não é apenas um modelo de processo seletivo — ele faz parte de uma cultura que não traz benefícios apenas para as empresas, sendo uma forma de contribuir para a construção de uma sociedade mais justa, respeitosa, empática e inclusiva.

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