O mercado de trabalho apresenta um cenário cada vez mais competitivo. Valorizar o capital humano vem se tornando uma postura fundamental para a retenção de talentos, e uma boa remuneração já não é mais o suficiente para garantir que os melhores permaneçam na empresa. É nesse cenário que surge o salário emocional.

Quanto mais qualificado for um profissional, melhores serão as ofertas de emprego para ele, e nem sempre elas significam um peso para o bolso do contratante. Hoje, oferecer vantagens como flexibilidade de horário ou auxílio-creche pode fazer toda a diferença na hora de atrair esses candidatos.

Se a sua missão é não deixar que esses talentos escapem, confira o material que preparamos a respeito do salário emocional e invista na atração, seleção e retenção de profissionais criativos, produtivos e engajados. Saiba mais. 

O que é o salário emocional e sua importância

O salário emocional pode ser conceituado como o pacote de benefícios, incentivos ou vantagens que compõe a remuneração total de um trabalhador. Conceder acesso à formação por meio de bolsas de estudo, plano de carreira e flexibilidade de horário são práticas cada vez mais utilizadas pelas grandes empresas.

O objetivo é valorizar os profissionais para que aceitem as propostas de trabalho ou simplesmente permaneçam dentro da empresa, evoluindo com ela e se adequando às constantes transformações do mercado.

Implementar o salário emocional como uma política de valorização e retenção de talentos traz diversos outros benefícios. Entre tantos, é importante destacar:

  • a redução do absenteísmo e dos índices de rotatividade;
  • o aumento da satisfação dos colaboradores e, consequentemente, da sua produtividade;
  • a redução dos custos provenientes de demissões e novas contratações.

Tipos de salário emocional na empresa

Para que os efeitos proporcionados pela adoção do salário emocional sejam cada vez melhores, é importante que as medidas estejam alinhadas às políticas da empresa. Ou seja, dentro das possibilidades que podem ser oferecidas, é preciso estudar quais as medidas mais adequadas ao perfil do negócio. Veja alguns exemplos:

  • bom ambiente de trabalho: aqui, a estratégia adotada deve ter como objetivo fazer com que os colaboradores se sintam à vontade com o ambiente da empresa e seus colegas de trabalho;
  • desenvolvimento pessoal e profissional: o objetivo é contribuir com o desenvolvimento das capacidades pessoais e técnicas por meio de treinamentos adequados à realidade dos trabalhadores, mantendo o conhecimento atualizado e a formação contínua;
  • vida pessoal e bem-estar: foi-se o tempo em que a vida pessoal do trabalhador não era responsabilidade do empregador. Hoje em dia, oferecer condições para que ele resolva suas questões pessoais e fique mais tempo com a sua família com a adoção de medidas como o horário de trabalho flexível é um benefício que vale muito mais que dinheiro para diversos profissionais;
  • participar das decisões da empresa: indivíduos bem qualificados conhecem o seu potencial e fazem questão de que ele seja aproveitado. Por isso, adotar medidas que incluam os profissionais nos processos de tomada de decisão é um importante fator para aumentar a retenção de talentos e a produtividade.

Como implementar

Agora que você conheceu um pouco melhor a importância do salário emocional e os seus tipos, veja quais medidas podem ser adotadas para definir uma política realmente atrativa para os profissionais.

Adote o feedback

A rotina de feedbacks é importante para qualquer empresa, e não seria diferente quando o assunto é o salário emocional. 

Estabelecer um diálogo com os colaboradores ajuda a conhecer os desejos e demandas dessas pessoas, permitindo que a política seja ainda mais efetiva.

Trace um perfil

Toda empresa tem suas características próprias, um formato de funcionamento. E, como tudo na vida, também tem um perfil mais adequado para preencher os cargos, diminuindo os conflitos. Para conseguir isso, por exemplo, você pode até conceder a flexibilidade de horário.

No entanto, se essa característica não estiver alinhada ao perfil dos profissionais mais adequados ao seu negócio, não fará diferença nenhuma na retenção de talentos. Portanto, invista no mapeamento do perfil comportamental.

Seja democrático

Um dos objetivos do salário emocional é construir um clima de trabalho agradável, para que as vantagens em permanecer em uma empresa possam ir além dos benefícios e salário propostos por ela. Para que seja atingido, é fundamental que todos os colaboradores tenham as mesmas condições e possibilidades de crescimento no negócio.

Vamos exemplificar: ao resolver estabelecer uma política de auxílio-creche, ela deve incluir crianças de todas as etapas da educação infantil, e não apenas de uma determinada faixa etária. No caso das promoções, elas devem ter regras justas e que incluam todos os profissionais.

Estabeleça uma cultura organizacional

Toda e qualquer empresa tem uma cultura organizacional, e é ela que serve como norte para que os processos de desenvolvimento de pessoas adotados sejam bem-sucedidos. Quando o assunto é a satisfação dos colaboradores, é preciso que esse índice seja mensurável. Portanto, é importante estabelecer o que deve ser avaliado.

Toda cultura é fruto de quatro pilares:

Saber como o capital humano lida com essas questões, o que pensa sobre elas e o quão alinhado está a esses processos facilita tanto na hora de estabelecer critérios para a concessão de benefícios, quanto a identificar quais colaboradores estão respondendo bem às ações.

Meça os resultados

Todas as medidas sugeridas neste tópico, em conjunto, servem tanto para aplicar como para medir os resultados provenientes do salário emocional. Lembre-se sempre de que toda e qualquer estratégia adotada pela empresa deve ter seus resultados avaliados. Do contrário, pode continuar perdendo colaboradores e ainda levar prejuízo por estar concedendo os benefícios errados.

O salário emocional é mais do que ter colaboradores satisfeitos: é promover qualidade de vida e contribuir para o bem-estar dessas pessoas, valorizando o bem mais valioso de um negócio — o seu capital humano. Profissionais felizes com o empregador produzem mais e, consequentemente, entregam melhores resultados.

Quer continuar se informando a respeito das políticas de retenção de talentos? Veja o artigo que publicamos a respeito. Unindo o conhecimento adquirido nestes dois materiais, você pode transformar a realidade do seu negócio para melhor!

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