A rotatividade (ou turnover) é o indicador que mensura a quantidade de admissões e desligamentos dos colaboradores em determinado período de tempo. Esse índice é fundamental para que a empresa possa analisar sua habilidade em reter talentos e em promover o desenvolvimento de suas equipes.

Quando a rotatividade da corporação é alta, muitos impactos negativos acontecem, e todos os outros indicadores da empresa são afetados. Por exemplo, os profissionais sentem-se inseguros, a produtividade cai e os conflitos internos aumentam, entre outros desafios que são muito danosos ao sucesso da companhia.

Para resolver essa questão, a empresa precisa investir na melhoria de seus processos de recrutamento e seleção, para que haja admissões acertadas, minimizando o desligamento precoce dos profissionais.

Neste post, vamos explicar mais sobre os malefícios desse indicador e como o recrutamento e seleção é primordial para a otimização da retenção de talentos. Confira!

Quais são os impactos negativos da alta rotatividade na empresa?

Que a alta rotatividade é ruim para a empresa, nós já sabemos. Agora, vamos conhecer quais são os principais impactos negativos dessa realidade nos demais resultados da companhia. Confira!

Aumento dos custos com demissão e admissão de funcionários

O primeiro impacto negativo é o aumento dos custos com demissão e admissão de funcionários. A demissão, com o pagamento das multas de quebra de contrato, e a admissão, com o investimento em todas as etapas, são extremamente custosos para a empresa.

Além disso, com a saída de um colaborador, perde-se produtividade — e, até que se faça uma nova admissão e o novo profissional consiga dominar suas tarefas, a produtividade segue comprometida.

Dessa forma, a empresa perde capital também nas rotinas produtivas, fazendo com que haja uma diminuição das vendas e a redução da qualidade do produto, afinal, as chances de os funcionários que estão chegando cometerem erros são bem maiores.

Despender mais tempo no recrutamento

Despender mais tempo no recrutamento é outro ponto negativo da alta rotatividade. Esse processo deve ser realizado de maneira estratégica, a fim de ser capaz de conquistar os talentos ideais para a companhia.

Ou seja, o recrutamento não foi feito para ser realizado constantemente. Por ser custoso e desgastante, deve ser planejado de maneira minuciosa e ter como objetivo a admissão eficaz.

Afinal, se a empresa gasta muito tempo com isso e acaba não conseguindo reter o profissional, ela perde não só sua credibilidade no mercado, como seu potencial de crescimento. Isso, sem contar os investimentos — tanto financeiros quanto de tempos dos colaboradores — realizados em cada uma dessas etapas.

Desgaste do clima organizacional

Com a iminência constante da demissão, os colaboradores acabam ficando mais desconfiados e competitivos. Consequentemente, ocorre um desgaste no clima organizacional, porque os indivíduos começarão a se encarar como rivais, e não como uma equipe.

Essa competição negativa é muito danosa para a empresa, pois existe a possibilidade de um profissional começar a tentar prejudicar o outro, piorando não só o clima organizacional, como a confiabilidade e a qualidade dos processos da companhia.

Queda da motivação dos funcionários

Podemos prever que, atuando nesse cenário conturbado e desagradável, os funcionários ficarão cada vez mais desmotivados. 

Primeiro, o desânimo ocorre pelo medo de perder seu posto no mercado de trabalho. Além disso, os profissionais se habituam a seus colegas; quando ocorrem esses desligamentos precoces, o colaborador que fica pode se sentir desconectado da equipe ou não conseguir mais criar conexão com as pessoas de sua empresa, com medo de perdê-las em seguida.

Isso é muito danoso para a condição psicológica do colaborador e pode acarretar transtornos emocionais, desencadeamento de doenças físicas e, consequentemente, a queda da produtividade e da qualidade do trabalho.

Esses pontos negativos só ressaltam a importância de investir na valorização dos profissionais, na construção de um plano de carreira, na consolidação de uma cultura organizacional forte e pautada na ética, dentre outras medidas que promovem a confiabilidade e a motivação dos profissionais.

Além disso, como veremos a seguir, é preciso conhecer a relevância dos processos de recrutamento e seleção na diminuição da rotatividade e investir para que essa etapa seja otimizada, a fim de admitir profissionais de talento e alinhados aos objetivos da corporação.

Qual é o papel do recrutamento e seleção para diminuir os índices de rotatividade?

O recrutamento e seleção é o responsável por identificar e admitir profissionais alinhados ao perfil da vaga e da cultura da corporação. É por meio dele que os colaboradores conhecem a companhia, seus setores, o trabalho que vão executar e as demais informações sobre a companhia.

Ele é extremamente importante para diminuir os índices de rotatividade da empresa, por ser o responsável por garantir que o profissional contratado tenha chances de ser bem-sucedido na companhia ao avaliar seu perfil e suas capacitações antes da admissão.

Além disso, esse processo conta com ferramentas, como os softwares de recrutamento, que vão conceder informações fidedignas sobre a jornada do candidato no mercado de trabalho, bem como sobre suas especializações. Ou seja, esse é o momento de avaliar se a empresa, de fato, deseja esse indivíduo e se ele tem potencial para apresentar bons resultados e se integrar com o restante da equipe.

Logo, quando o recrutamento e seleção não está bem estruturado, chances são de que os profissionais admitidos não se adaptem aos valores e regras da companhia e tampouco tenham o perfil da equipe, gerando conflitos e acarretando desligamentos precoces.

Por isso, é de extrema importância alinhar, planejar e direcionar essa tarefa de forma estratégica, com o objetivo de atrair e reter os talentos.

Como vimos, existe uma ligação direta entre recrutamento e seleção e a rotatividade da companhia. Logo, é preciso que se invista no planejamento estratégico desse processo e no desenvolvimento de uma cultura organizacional forte, que vise a valorizar os colaboradores, a fim de diminuir o turnover. Dessa forma, a companhia torna-se cada vez mais competitiva com equipes de alta performance.

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