A evasão de profissionais talentosos do quadro de trabalho é um problema, pois afeta a imagem da empresa, gera custos extras e uma série de outros contratempos. Para lidar com essa situação, é importante que o gestor saiba o que é, e quais são os tipos de turnover.

Também é importante mensurar o índice de turnover com frequência, avaliando se os resultados estão de acordo com o desejado. Se estiverem abaixo do ideal, é importante definir metas desafiadoras e traçar estratégias para neutralizar ou eliminar o problema.

Nos tópicos seguintes, explicamos com clareza os 4 tipos de turnover e o seu impacto negativo para a empresa. Por esse motivo, continue sua leitura com atenção. Vamos lá!

Primeiro, o que é turnover e como mensurá-lo?

O turnover é um indicador-chave de desempenho capaz de determinar o percentual de empregados que deixaram a empresa em determinado período, geralmente, nos últimos 12 meses. Por sua importância e simplicidade, é um dos indicadores de RH mais utilizados.

Calcular o turnover é fácil. Basta relacionar o número de empregados que deixaram a empresa e o número total de empregados no mesmo período para, depois, multiplicar o resultado por 100. Assim, terá um percentual (de 0% a 100%) que determina o nível de evasão.

Um pequeno nível de turnover é natural e pode até beneficiar a empresa. Pode significar que os profissionais menos talentosos estão saindo ou que os mais antigos estão se aposentando, o que abre espaço para “sangue novo”. Isso não pode ser visto como problema.

No entanto, níveis mais elevados podem representar diversos problemas — como líderes incompetentes, conflitos interpessoais ou baixos salários. O nível ideal de turnover varia de acordo com as políticas e o segmento da empresa, além das circunstâncias do mercado.

Quais são os principais 4 tipos de turnover?

Alguns profissionais saem de forma voluntária da empresa, enquanto outros são desligados. Da mesma forma, determinadas demissões são acertadas, porém, outras refletem a perda de verdadeiros prodígios. Essas variáveis indicam a ocorrência de diferentes tipos de rotatividade. São, ao menos, 4 principais tipos. Vamos explicá-los nos tópicos seguintes!

Turnover voluntário

Nesse primeiro caso, o pedido de desligamento parte do próprio profissional. Por alguma razão, ele optou por buscar novas oportunidades no mercado e deixar a empresa. Pode ser porque estava insatisfeito com o rumo da sua carreira, ou porque não gosta do seu líder.

Legalmente, é o processo menos oneroso à empresa. Como a demissão partiu do próprio colaborador, o negócio fica desobrigado de pagar eventuais multas — por exemplo, a multa de 50% sobre o FGTS (10% para o governo e 40% para o empregado).

Por outro lado, é o mais intrigante. O que ocasionou a saída do profissional? Para responder a essa questão, é preciso iniciar entrevistas demissionais. Diz respeito a uma conversa com o profissional que está saindo da empresa, com o intuito de obter feedbacks para melhoria.

Turnover involuntário

Nesse segundo caso, o desligamento parte da própria empresa. O superior imediato do profissional ou gestor de RH decide que o desligamento é necessário. Existem vários motivos possíveis, como o baixo desempenho do empregado ou a necessidade de cortes na folha.

Como o desligamento parte da empresa, o funcionário tem direito à multa sobre o FGTS, o que encarece o processo. Se um ou dois forem desligados, tudo bem. Todavia, caso seja um desligamento em massa, os custos são altos e podem gerar prejuízo financeiro à empresa.

Para fazer um desligamento justo, avalie quais colaboradores realmente merecem ficar na empresa e quais devem ser demitidos. Além do desempenho diário, é preciso considerar o alinhamento do empregado com os valores da empresa (hoje, chamado de fit cultural).

Turnover funcional e disfuncional

O terceiro e quarto tipo de turnover são chamados de funcional e disfuncional. No primeiro caso, o funcional, um funcionário de baixo desempenho é desligado da empresa — seja porque pediu para sair, seja porque foi demitido. No segundo caso, um profissional de alto desempenho é desligado do quadro, resultando na perda de um verdadeiro talento.

Veja que o turnover funcional pode até ser considerado um benefício. Se os profissionais menos talentosos deixam a empresa, é possível contratar outros profissionais e reorganizar a força de trabalho. O turnover disfuncional, no entanto, representa graves prejuízos.

Para garantir que o turnover seja sempre funcional, é preciso investir em boas avaliações de desempenho antes de qualquer demissão. Também é importante implementar políticas de retenção de talentos. Quanto mais rigoroso for o processo de desligamento, melhor é para a empresa. O mais importante, no fim das contas, é contar sempre com um turnover funcional.

Quais os impactos do turnover para a empresa?

A rotatividade de profissionais tem uma série de efeitos. Em baixo nível, como explicado, pode ser um benefício. O problema é quando o turnover ocorre de maneira elevada.

De imediato, os custos operacionais crescem. Muito dinheiro é revertido para arcar com o término do vínculo empregatício, além do pagamento de eventuais multas. Isso torna a empresa menos rentável e lucrativa, o que também afeta sua atratividade aos investidores.

Outro impacto é degradação da marca da empresa. Se a evasão é muito elevada, pode ser sinal de que há algo de errado com a empresa e não com os profissionais. Isso afeta a tática de atração e retenção de talentos, além de transmitir uma imagem ruim aos clientes.

Por fim, ainda é preciso destacar a dificuldade de consolidação da cultura organizacional desejada. Se sempre há gente entrando e saindo, fica difícil estabelecer certos hábitos, crenças e valores. Nesse caso, a cultura fica sem forma e pode ser uma fraqueza à empresa.

Como você pode ver, é importante compreender os diferentes tipos de turnover e seu impacto sobre a empresa. O ideal é criar bons planos para a retenção de profissionais competentes. Porém, é preciso destacar: tudo começa com um bom processo de contratação. É necessário selecionar talentos com aderência aos valores da empresa e ao atual time de trabalho.

Gostou do nosso artigo e quer aprender mais sobre o tema? Aproveite para conhecer nossas dicas para reduzir o turnover e garantir a retenção dos profissionais. Vamos lá!

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